7.12.09

Salada do capeta



Operação summer2015 em ação.

Eis que a pessoa que vos escreve resolve ser toda 'light' e numa simples ida ao shopping, resolve comer uma saladeeenha.

Até aí tudo bem.

E o namorado resolve comer um BK staker triplo.

Até aí tuuuuudo bem. ;-)

Nossa, me orgulhei de ter comido a salada sem ter vontade de comer o sanduíche grande e saboroso. Senti que venci meus monstros internos (são muitos) e parti pro abraço. Vai gordinha!

Até que nem 1 minuto após comer a bendita salada, me deu uma tontura imensa, muita dor de estômago, ânsia, foi difícil conseguir vir pra casa sozinha. Parecia uma zumbi no ônibus.

O restaurante tem aparência de limpo, é frequentado por muita gente e é especializado em comidas "naturais light e tal". Faz parte de uma rede grande, e... bom... sei lá a procedência dos produtos.

Isso me valeu de 1 semana de idas e vindas no hospital, passando mal no busão, e consequente perda de flora intestinal e de um dano no estômago, que foi reparado com remédios. Foi brabo, tenso, além de deixar minha saúde sensibilizada até hoje. Fazem 2 meses que isso aconteceu. Sinto dores de estômago até hoje.

Reflitam. Salada é boa, faz você se sentir bem, e sua consciência melhor ainda. Mas quando é feita por outros, nem sempre o saudável é a melhor opção.

2.12.09

A saga pela NOVA busca pelo pote de ouro.

Eu também quero subir ali. Também quero chegar. Aproveitei essas férias pra mexer os pauzinhos e ir em frente com a vida.

1 - A vontade surge.

E estou empregada, estou numa boa empresa, mas não estou feliz. algo está errado. E se eu mudasse? E se mesmo indo para uma empresa menor, eu estivesse com mais vontade de ir do que estou agora? E se? Será que é isso que eu quero? Estou quase convencida que não quero ficar aqui!

2 - Tirar coragem não sei de onde.

Definitivamente quero sair. Comparei prós e contras. Lógico que os prós eram gigantescos, mas eram "talvez" e a longo prazo. Preciso arriscar mais para ganhar, preciso ser menos mole. Segura na puta-que-pariu e vai!

3 - Início da luta.

Horas vagas, antes destinadas à malemolência e à vadiagem em readers, rss, twitter, blogs, pornografia agora serão cortadas. Mas só pela metade. Não posso esquecer que eu já tenho um emprego, mas em contrapartida, tenho que me lembrar que estou à procura de outro. Mãos à obra, de forma dosada, e discreta.

4 - Nossa! Deu algum resultado!

Ai meu pai. Me ligaram, me chamaram, querem me conhecer . Vou marcar um médico depois, dizer que tenho compromissos, marcar com o máximo de intervalo entre uma entrevista (ou dinâmica) e outra. Vou trampar mais arrumadinha, tendo em vista que depois terei de ser avaliada. Agora não dá mais pra voltar.

5 - Primeiros resultados.

Chegaram! Inúmeros "não, obrigado". Muitas caras feias, muita gente foda a procura de emprego menor, muita auto-maquiagem para tentar boa impressão. Mas enfim, alguma coisa deu certo. E o que dá certo, quer dizer que deve ser continuado.

6 - Segundo round

Agora sim, aquela chamada de canto, aquela entrevista cara-a-cara, onde realmente você demonstra quem é e o quanto vale a pena. Pessoalmente acho horrível ter que demonstrar isso logo de cara. Acho estranho. Não sou vendedora de mim, quero que as pessoas confiem mais nas outras, e confiem mais nos jovens.

7 - Espera em silêncio

Agora é aquela vigília de sempre... Aquela expectativa de dar certo. E se eu sair? Como será? E se nada der certo? Vou ter mais pressa para procurar outros. E se me aceitarem? Será que eu vou me dar bem?

tic-tac-tic-tac-tic-tac...

5.7.09

A procura pelo que não se sabe.

Todo dia eu procuro alguma coisa. A falta de noção me faz perder quase tudo, sempre. Mas muitas vezes, procuramos alguma coisa, seja lá aonde for sem saber exatamente o que estamos procurando.

E olha que eu procuro todo dia. Mas ainda não achei nada.

Talvez estejamos procurando nós mesmos, o que nos completa, algo íntegro para as nossas vidas. Talvez esta juventude cheia de avanço tecnológico ainda não tenha percebido que jogar peteca quando se é criança contribuí enormemente para a formação de um caráter adulto e responsável. Talvez esta nova geração tenha perdido a definição do que é ser gente de verdade, e seja isto que ela está procurando.

Só que eu joguei peteca quando era criança. E mesmo assim, não sei o que estou procurando.

Mas não desisto nunca.

1.6.09

Liderança feminina

Por que será que dentro daquele aquário de gerentes, superintendentes e diretores nunca uma das mesas foi ocupada por uma mulher? Quando eu digo “nunca”, é no sentido mais literal da palavra. Desde que existe aquele espaço, desde que o departamento é departamento. Desde que a empresa existe.

Por que naquela mesa de diretoria executiva nunca teve uma cadeira ocupada por uma mulher?

Qual é o nosso problema?

Bom, a história é grande.

Lado Feminino – não confunda com feminismo.

Nós somos capazes. Capazes de tudo. Normalmente temos mais sensibilidade para governar e instruir de um modo ágil e perspicaz.

Somos injustiçadas.

Desde que o mundo é mundo, essa merda é machista. Somos vistas como seres incapazes, pois a sociedade nos impõe assim. Colocando lado a lado um homem e uma mulher, ambos instruídos igualmente, a preferência sempre penderá para o lado do homem. Isso porque provavelmente quem decidirá esta preferência será um homem. E homens sempre se dão melhor com homens, preferem homens. E quando percebem que há uma mulher capaz, esperta, quase que uma ameaça ao seu reinado perto dele, se esconde, se acua, usa seus meios para que ela volte ao seu devido lugar (lugar imaginado por ele). Isso é ofensivo e baixo.

Existem pesquisas mostrando que homens puxam muito mais o tapete que mulheres, praticam até o chamado bullyng (vendo sob um certo ponto de vista) nas fábricas e empresas, o que pode ser comprovado com o inúmeros casos de assédio moral, sexual, e inclusive um filme muito interessante sobre isso chamado North Country , com a Charlize Theron sofrendo na mão de motherfuckers que faziam o que queriam enquanto ela precisava trabalhar pra sustentar o filho. E esse despertar dela pra este tipo de coisa fez muitas mulheres que sofriam dessa diminuição de moral em casa, nas ruas e em qualquer lugar mostrarem para os homens que elas também podem dar o troco.

O líder nunca irá deixá-la atingir um cargo majoritário. A não ser que haja um homem encobrindo tal coisa.

Não adianta esperar uma atitude de liderança vinda de uma mulher se ela já sabe que não será ouvida e nem respeitada. É desperdício de inteligência. Fazer ser ouvida demanda muito esforço, mas é claro, existem as teimosas...

Caso o ambiente e as pessoas (homens e inclusive outras mulheres) tenham em mente que mulheres também podem ser líderes, aí sim será possível que alguma mulher entre todas as que tenham a capacidade para sê-lo conseguirá tal ato. Enquanto a sociedade não acreditar que é possível, e não abrir espaço para que isto seja possível, não será.

Se conciliar ser mãe, trabalho, filhos, sustento e saúde, é o mínino que as mulheres fazem desde sempre então é mais fácil ainda controlar uma empresa aonde pessoas instruídas são contratadas para manter áreas. Isto é um exemplo mínimo que mostra o quanto as mulheres tem capacidade de lidar com pressão, tomada de decisão e assuntos distintos ao mesmo tempo.


Tudo é possível.

Lado masculino – não confunda com estupidez.

Não adianta. Sempre que alguma responsabilidade é colocada na mão de uma mulher, ela irá falhar. Passará mais tempo preocupada com o próprio umbigo do que com os deveres que levam uma pessoa a subir na vida e atingir objetivos altos.

Não consegue manter o foco no objetivo, sempre tem mais alguma coisa com que se preocupar, e isso faz decair o crescimento bruto. Mulheres não conseguem pensar direito numa visão macro do negócio, e tendem a apresentar menos jogo de cintura.

Praticamente todos os outros líderes são homens e não se sentirão confortáveis tendo que escutar com uma voz feminina, suave, diante daquela responsabilidade imensa. Demonstra fraqueza do grupo como um todo, e temos que ser agressivos.

Não prestaremos um pingo de atenção na voz, idéia ou assunto, e sim no que ela poderia estar fazendo “em casa” naquele momento: lavando, passando, limpando. Tudo para o marido.

Enfim, que fique em casa, que já está acostumada. Que seja de um cargo baixo, pois cada um tem que entender aonde é o seu lugar. Estude para não fazer seu marido passar vergonha e achar que casou com uma estúpida. A tentativa desesperada de crescer só vai me parecer desespero e falta de noção, quase que levando ao ridículo. Cada um sabe o lugar a que pertence.

--X--

Desde que existem líderes, eles são homens. Poucas são as mulheres, mas quando as são, fazem uma administração digna e competente. Em muitas empresas, é remota a possibilidade de mulheres atingirem um grau maior de cargo, a não ser que sejam filhas ou parentes de alguém importante, ligado a empresa ou não. Isto é triste. Mas só remete ao fato de que temos muito trabalho a fazer.

Sabemos que existe um lugar ao sol para todos. Muitas vezes, é inevitável aturar as atrocidades de alguns chefes, para descobrir mais tarde que você pode botar um fim nisso, ser sua própria chefa, mudar a sua própria vida. Desde que o mundo é mundo não dependemos dos homens.

Mas eles dependem da gente... até pra nascer.

23.5.09

Dinâmicas em grupo – para estágios e Trainees

Não é legal. Não é didático. Não é aproveitável. A pessoa que inventou estas técnicas de avaliação de indivíduos realmente não sabia o que estava fazendo. Estava perdida, queria carinho em público, queria chamar atenção, queria alguma outra coisa.


Não sei a que ponto uma pessoa que não é especializada na minha área pode me avaliar. Não sei o quanto uma pessoa que pergunta se eu sei “officer” (deve ser o pacote de softwares OFFICE, da Microsoft) consegue ter uma noção do meu desempenho perante àquela empresa que aquele grupo de moribundos almeja.


É claro que todos são perfeitos pra vaga. Atualmente, qual é o adolescente que não consegue se flexibilizar pra fazer faxina-café-sobremesa? Todos conseguem, todos são pau pra toda obra.


Mesmo sendo uma psicóloga quem te avalia, ainda não é esse o problema. Mas sim: “O que ela REALMENTE está avaliando?” Se você é psicopata, sociopata, não usa calcinha, faz de tudo para crescer, se é um gênio prestes a ser descoberto e usa cocaína ou se enfia o dedo no cu e cheira no tempo livre?


NÃO! Não dá pra saber o que é avaliado. Se ao entrar na saleta a digníssima já não for com a sua cara, continuar às 4 horas lá dentro é tempo de vida perdido.


Você com certeza é a peça que falta em algum lugar. Quem pode julgar isso é quem vai trabalhar contigo, e não uma pessoa contratada pra te achar digno. Só pela correria por emprego e pela predisposição a enfrentar as aterrorizantes 4 horas (esquecendo a fome, dor de cabeça e nervosismo), você já é uma pessoa digna. Tem seus defeitos e virtudes, mas não deixa de ser uma pessoa digna.


Era mais fácil arrumar emprego antigamente, quando as técnicas de entrevista não era “tão avançadas”. A pessoa olhava pra tua cara e perguntava:


-Você sabe fazer isso? Tem interesse em aprender?
-Sim.
-Então comece amanhã.

E era isso. Este era o emprego decente, que você poderia sustentar por décadas, fazer carreira, ou tentar algo diferente. Você não era julgado.

Tipos


A coisa mais interessante vista nessas dinâmicas são os “tipos” de pessoas. Não se sabe ao certo se a pessoa é o que ela realmente mostra durante a dinâmica, pois ela está sob pressão. Mas não é a pressão de falar sobre si, ter que medir suas palavras, seu cansaço e parecer decente, mas falar perante pessoas que você não conhece. Numa conversa “mano-a-mano” com a entrevistadora (mesmo que ela não vá com a tua cara no começo), mesmo aquela contratada que não manja nada da sua área, você com certeza “vai adiante” e diz pelo menos uns 30% do que realmente gostaria de dizer.

Você consegue mostrar o que realmente importa.

Tipo A – O Viajado
O cara viajou a vida inteira, fez intercâmbios em 37248732948 países, fala inglês e espanhol fluentes, japonês intermediário, italiano intermediário. Mas é um bosta.

Tipo B – O gênio superdotado
Passou em primeiro no vestibular da USP, UNICAMP e afins. Se define como “altamente auto-didata”. Usa óculos. Não se sabe como ele pode estar desempregado ou procurando emprego, se é tão inteligente e especial assim. Como o Google ou a Microsoft ainda não o contratou? Conhece absolutamente todas as linguagens de programação. Pra ele, você é um bosta.


Tipo C – O estrangeiro
Morou e estudo fora. Não se sabe por que um indivíduo que morou e estudou no estrangeiro volta pra procurar emprego aqui. Lá é melhor, sempre. Até os mendigos falam inglês, e tal.

Tipo D – O religioso
Estudou em escola religiosa a vida inteira. Se falar um “caralho” do lado dele, o bicho fica roxo de raiva. Estudou muito, fala sempre corretamente. Pega a sua vaga na surdina. Dá o cu pra continuar virgem perante o mundo. Vocês entenderam a analogia.


Tipo E - O Malandrão
Faz todos acreditarem que ele é boa pinta, e fala alto o suficiente pro andar inteiro escutá-lo. Tem uma apresentação pessoal ensaiada, e na parte do trabalho em grupo quer ser o líder, mas sempre tem as idéias mais toscas. Quer apresentar o trabalho em grupo, mas acaba se enrolando, já que não pôde ensaiar. É um bosta.


Tipo F – O insignificante
Quase que figurantes contratados para a dinâmica. Após escutar a apresentação pessoal, você já esqueceu tudo o que ele falou, e nem lembra o nome dele. Não sei o que ele faz ali. Bosta.


Tipo G – A gostosa
Ela é gostosa. Tudo o que ela falar ou fazer não vai importar, pois ela é gostosa até de roupa social. Será que essa roupa é fácil de tirar?


Tipo F – O adEvogado
É interessante. Muitas vezes juntam um grupo de pessoas com profissões bem diferentes pra fazer dinâmica juntas. Ele escreve bem, fala bem, se veste bem, mas é um bosta.


Resumo da ópera: se você, assim como eu, não tem experiência profissional, não tem um pai $fodão$ pra te empurrar e nem $tempo pra estudar e se especializar, vá em frente e desencane na hora da dinâmica. Seja você mesmo, mas reconheça os tipos (tanto de participantes quanto de avaliadoras) e tente treinar-se para evitá-los. Não pareça de saco cheio.


Burros somos nós, que se sujeitamos a isso enquanto outras pessoas só precisam “pedir” pelo emprego. Mas, se temos que passar por isso, será com dignidade.


Se não der pra evitar essas dinâmicas, tente sempre arrasar na hora da apresentação pessoal. Isso conta crédito se você fizer cagada na atividade.


Nunca se deixe dominar pela raiva, e pelo nervosismo. Em algumas chances, vale à pena passar por isso. Nunca teremos um desafio maior do que os nossos limites. Se você acha que chegou ao seu limite, acredite: ainda faltam 50%.

Boa sorte pra nós, que estamos em busca de um lugar ao sol!


9.3.09

Não é assim que todas as mulheres inconstantes devem terminar?

Sozinhas, numa tormenta de chora mais não molha, de meia cheia meia vazia, e coisas do gênero?
Juro que quando for a hora, a bendita hora de deixar pra lá, não me importarei com as conseqüências. Não farei discursos, tenho algum problema com eles, ficarei queta, como gosto, esperando a hora chegar. Não existe segunda-feira para os fracos. Ao invés disso, existe o tempo que demora para o dia acabar. E eu sou fraca.

8.3.09

Domingo

Odeio domingo. É pior que segunda feira menstruada. É um dia morto, principalmente pelo fato de não passar mais Silvio Santos de noite. Que fim deram ao roque? E o russo, companheiro do faustão, ele ainda existe? E o marquito, saco de porradas do ratinho com seu cacetete?

20.1.09

Sonho.

O pico do Jaraguá havia se transformado em um vulcão. Não sei como. Só sei que soltava uma fumaça cinza que transformava tudo que tocava em pó, e bolas de fogo que também soltavam essa fumaça.

Estávamos em casa, eu e minha mãe. Demoramos pra perceber que estávamos em perigo. Só realmente sentimos a gravidade da situação quando dois sobrados que podemos ver da janela de casa se desfizeram em pó cinza, com famílias inteiras, também virando pó.

Nada sobrava. De ninguém. Nem algum vestígio que depois pudesse aproveitar-se em uma análise de DNA. Só restava a lembrança de quem sabia que tal família tinha vivido em tal lugar; hoje, um cemitério de cinzas.

Pegamos as malas. Enchemos de qualquer roupa. Uma mala grande pra cada uma, e outra para algum sapato, sei lá. Muitas coisas ficaram para trás. Coisas que eram minhas, que eu amava, ficaram para trás. Me arrependi de esquecer as fotos do meu pai.

Pegamos o cachorro no colo, descemos os 8 andares de escada em caracol até a garagem. Chegamos com um pouco de tontura, mas o medo e a pressa falavam muito mais alto. Peguei um pano, molhei com um pouco de uma água velha que estava numa garrafinha dentro do carro. Já não se podia usar a água das torneiras, que estava infectada. Coloquei o pano no meu rosto, para chegar e abrir o portão. Consegui, com bastante esforço. Entrei no carro como se fosse um abrigo anti-bombas, anti-terrorismo, ou anti-morte. Acelerando o máximo possível, fomos embora. Um pedaço da vida ficou em casa, com objetos, enquanto tentávamos salvar o outro pedaço, físico e espiritual, compulsivo. Talvez o pedaço que realmente vale a pena, talvez não.

E corremos como se o interior fosse o lugar mais seguro do mundo...

19.1.09

Crise Financeira trabalhista.

Um ócio empregatício impera sobre esta empresa nesse momento. Pelo menos é isso o que eu sinto. O preenchimento das vagas é de acordo com um quadro de “espaços disponíveis” na grade, e não de “necessidades que surgem”, e eu tenho muito pouco tempo de experiência em empregos pra saber o que é isso.

Só sei que eu não sou a única que sente sono, que sente um leve desespero quando chega as 10 da manhã e o serviço já está quase que totalmente feito.

Então, o que fazemos aqui, quase sempre, é preencher as horas.

Assim como na vida, quase sempre estamos esperando pelo “depois”; o qual será o “preenchedor” das horas subseqüentes. Aquelas horas pelas quais a gente espera, seja pra assistir TV, fazer artesanato, sexo, comida, limpar a casa... Ou alguma dessas coisas que nos fazem sentir especiais e úteis em alguma hora.

E aí fica um dilema difícil:
Sendo de um cargo baixo, ou um cargo braçal qualquer, você sempre tem mais funções, mais serviço, mais atividades; porém recebe menos em matéria de salário.
Sendo de um cargo mais alto, num escritório qualquer, sentado na frente do computador, você tende a ter menos funções, e ganhar mais. Mas isso é só a tendência que eu vejo aqui, num banco.

E como dizem um velho ditado por aqui: Quanto mais se trabalha, mais chances de errar. Quanto menos trabalhar, menos vai errar.

E eu não quero errar, mas quero trabalhar ser útil.

16.1.09

Deu Branco.

Estou em cima do muro. Em cima de um muro com caquinhos de vidro (de garrafa de cerveja quebrada) que foram colocados minuciosamente por algum objetivo. Não sei pra que lado ir, ambos contém a mesma distância, e dão num mesmo lugar.

Pelo menos é isso o que eu acho. Nunca conseguimos prever o final, e se conseguíssemos a vida não teria a graça de seus acontecimentos e surpresas, fatais ou não, e não saberíamos o objetivo de viver, já que a morte é a primeira coisa prevista por quem entra neste planeta.

Pra quê arrumar o quarto se ele ficará sujo e desarrumado depois, de novo, né?

Não gostaria de estar nessa situação. Mas também, não é caso de vida ou morte, pois sempre tem algum chinês em estado pior que eu, e reclamando menos. Mas que eu gostaria de estar sentada, melhor, deitada no sofá fazendo nada, isso sim.


E também, se eu estivesse no sofá, sentada ou deitada, estaria reclamando que gostaria de estar fazendo alguma coisa.


E estar em cima do muro é alguma coisa, mas não é alguma coisa que se faça. É alguma conseqüência de ação (ou da falta dela, com certeza), ou a falta de algum instinto que só os bravos e fortes (mentalmente) possuem, e que não se encaixa dentro de mim de maneira alguma. Eles (os bravos) sabem evitar isso, ou sabem ignorar a ponto de não interferir em nada, em ninguém, nunca.


E eu sei que quase todo mundo é assim.
Parabéns a todos, então!